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DISCOS DO CARRO A melhor seleção de discos do Brasil

RICHARD ASHCROFT - Alone With Everybody O amor...ahhh, o amor... Depois de brigar com todo mundo de sua ex-banda, The Verve, Richard Ashcroft resolve largar as drogas e, se não fosse bastante se apaixona. O que uma mulher pode fazer com a gente, hein? Ele continua com a mania de músicas longas, a maioria com mais de 5 minutos, o que poderia ser uma tortura, se as músicas fossem ruins. Mas o que ouvimos são músicas de amor, fofinhas, feitas para embalar um grande amor, com muitas cordas e a bonita voz de Ashcroft. Mas nada da atmosfera deprê do - excelente - disco anterior do The Verve. Mostre que vc é um cara sensível e compre esse disco. Quem sabe vc não se apaixona também?

THE CULT - LOVE Nos anos , existiam as "tribos" punk, new-romantics, darks, etc...rótulo é uma coisa ridícula. Se fosse para encaixar o som do Cult em algum desses rótulos eu diria que o som é apenas Rock´n Roll da melhor qualidade. Claro que existem influências, principalmente do pós-punk da época, que dá para se notar principalmente pelos pedais utilizados na guitarra de Billy Duffy. Depois eles acabaram caindo de cara no Hard Rock, mas depois falamos disso. Para mim esse disco foi um marco, um dos melhores exemplares dessa época, rumar uma outra mulher, e, para isso, resolve fazer uma audição para um filme fictício, afim de escolher aquela que mais lhe encantar. Entra em cena a modelo Eihi Shiina, dona de uma beleza gélida, glacial, mas inocente. Sua vida é repleta de tragédias. Ex-bailarina, teve que largar por causa de uma contusão, era maltratada pelo Tio e tal. Até aí tudo bem, já que até 2/3 do filme a gente vê uma singela história de amor. O problema são os minutos finais aonde Miike dá uma guinada e transforma o filme em um Atração Fatal hardcore, elevado à 10ª potência. Não são poucas as pessoas que não resistem à catarse final, aonde Asami [Shiina] mostra sua verdadeira face e literalmente transforma o filme em um banho de sangue poucas vezes visto no cinema. Não vou falar mais, mas se vc realmente quiser ver esse filme...não assista sozinho[a]. Vc vai ficar com as image olha que a concorrência não era fácil, com New Order, Echo & the Bunnymen, The Damned, com o seu Phantasmagoria, etc... Ian Astbury sempre se amarrou em símbolos indígenas, tribais, psicodelismo e tal, e ele coloca uma série de referências nas músicas, como The Phoenix, Nirvana e, principalmente Hollow Man. Espiritual sem ser chato, esse disco merece estar na lista dos melhores lançamentos dos anos 80 de qualquer revista especializada.
Escrito por às 13h22
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DISCOS DO CARRO Mais uma incrível seleção dos sons que saem das profundezas do meu carro

JESUS & MARY CHAIN - Stoned & Dethroned Quando meu primo viajou para a Europa ele trouxe um LP de um grupo que estava fazendo - literalmente - muito barulho por lá, o Jesus & Mary Chain. Ao chegar, pude escutá-lo e ficar espantado com o que eu ouvi. O disco era o Psycho Candy, e eu ainda não estava preparado para escutar a muralha de microfonia e guitarras do JMC. O tempo passou e eu pude me acostumar e até gostar bastante da banda, e acabei comprando muito tempo depois esse disco, "Stoned & Dethroned". Minha surpresa foi grande, pq ao invés da guitarra serra-elétrica, violões ao redor da fogueira, ao invés da estranheza sonora, melodia assoviáveis. Descobri, posteriormente que o som deles vinha mudando realmente a partir de "Darklands", culminando em um disco delicioso de se escutar em casa, tranquilo, depois de um dia de trabalho, ou - como no meu caso -, no carro, sem se estressar com o trânsito do lado de fora. Quem diria, hein?

INTERPOL - Turn On the Bright Lights NY é hoje a meca do novo rock que assola o mundo. Qualquer bandinha que apareça por lá já vira um hype danado, mesmo as ruins. Ainda bem que não é o caso do Interpol, que faz um som completamente anos 80, bebendo no pós-punk, mais precisamente do finado Joy Division, e com alguma coisa de Echo & the Bunnymen. A voz realmente é muito parecida com a do Ian Curtis, vocalista do Joy Division que se suicidou. Às vezes acho meio parecida com do Ian McCulloch - Echo & the Bunnymen - tb, principalmente na fase "The Cutter". Pelo menos se é para imitar alguém, que se imite os melhores, já que na música pop nada mais se cria...tudo se copia.
Escrito por às 14h05
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Acabou que não deu para assistir ao filme dos Irmãos Coen, mas quero compartilhar com vcs um filme que eu descobri meio sem querer e que vale, e muito, a pena descobri-lo, apesar de ser bem recente.

Chama-se "Confidence", e pensei em escrever sobre ele aqui depois que li uma matéria no site e-pipoca falando do festival de São Paulo. E citava esse filme como um dos que precisam ser descobertos. E com toda a razão. É um filme no estilo roubos mirabolantes, contado pelo personagem de Edward Burns em flashback. No início já sabemos que ele foi ganho, está prestes a morrer e tem que contar toda a história. Calma, não estou estragando nada, pois o filme reserva tantas surpresas legais que é impossível prever o que vai acontecer. Pra não estragar nada do filme vale dizer que a turma de trambiqueiros comandada por Burns acaba roubando a pessoa errada (Dustin Hoffman, mafioso), e para reparar o erro tem que fazer um favor a ele, roubando um banqueiro metido em vários esquemas de chantagem e extorsão. Briga de cachorro grande. E tudo isso com um agente no pé de Burns querendo vingança (Andy Garcia). Bem, tirando o roteiro (excelente), os atores (todos ótimos), ainda sobra a trilha sonora excepcional, com destaque para Groove Armada, Fisherspooner e Peaches. Sem falar que o filme termina com a banda que tem mais músicas que terminam filmes. O ótimo Coldplay. ASSISTAM!! 9/10
Escrito por às 19h48
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