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MATRIX REVOLUTIONS
Revolução?
Matrix Revolutions foi uma decepção. Parcial, digamos, pois uma trilogia que começou de maneira tão espetacular, tão cool, tão inovadora não poderia ter terminado de uma maneira tão sem sal. Um dos jornais gringos já falou mais ou menos isso que eu coloquei, mas o sentimento é verdadeiro. E olha que eu sou um grande fã de Matrix. Daqueles de roer as unhas por não suportar a agonia da estréia de Reloaded. Vamos aos fatos. Obviamente Revolutions não existiria sem Reloaded, mesmo pq eles são um filme só, partido ao meio, o que só serve para aumentar a decepção. Enquanto que Reloaded foi uma catarse de ação non-stop, com 3 cenas que, para mim, são antológicas (a pancadaria com os 100 agentes Smith, a ESPETACULAR perseguição na Highway e a luta com os capangas de Merovingian, aonde Neo briga pela primeira vez com armas), Revolutions vai pela contramão, se preocupando em tapar os (grandes) buracos que o filme anterior deixou. Claro que a cena da invasão de Zion tb pode ser considerada um marco nos filmes de ficção científica, mas é apenas isso. O esperado encontro entre Neo e Agent Smith não tem o impacto necessário. Concordo com a Revista Set quando o crítico diz que ficamos com água na boca pensando como será o próximo filme do Superman com aqueles efeitos.

O pior nem é isso, pq eles entregam de bandeja um final indigno para a grandeza do personagem Morpheus, que acaba se tornando um mero coadjuvante. Uma puta sacanagem com quem desde o início foi contra tudo e todos atrás de suas crenças e a confiança cega em Neo. Trinity...ahhh, Trinity, a heroína mais cool da história do cinema. Capaz de arrancar cabeças por seu amor a Neo. Bem, vejam o filme e digam se concordam comigo com a minha revolta em relação aos dois aí de cima.
Pra não dizer que tudo foi ruim, além da invasão de Zion, o Agente Smith se revela como a coisa mais interessante do filme, com seu humor negro, seu ódio incontido contra os humanos, em uma atuação perfeita de Hugo Weaving. Esse merecia tudo o que teve no filme, mas em um epílogo um pouco mais interessante e, certamente mais inovador.
Filosofia? Budismo? Bíblia? Quem era Merovingian? Ou Persephone? Niilismo? Esqueça de tudo isso, como o crítico Rubens Ewald Filho falou e encare o filme como um Paulo Coelho dos pobres.
O problema acabou sendo que os irmãos (ou Divas??) Wachowsky criaram um monstro maior do que eles esperavam , que acabou se consumindo em sua auto-indulgência (li isso em algum lugar tb, sorry) e mania de grandeza. Eles não precisavam tentar fazer o que já era espetacular em algo mais espetacular ainda. Era só copiar o primeiro Matrix, clássico absoluto da história do cinema, com uma continuação digna, e um final decepcionante.
5/10
Escrito por às 21h15
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DISCOS DO CARRO Enquanto isso, dentro de um carro em Brasília...

THE DATSUNS - The Datsuns Reciclagem é uma coisa complicada, principalmente quando algum grupo resolve imitar o som de alguma banda que, por si só, já não era original. Vira uma coisa horrorosa. No caso do Datsuns, o buraco é mais embaixo. O som deles é o mais puro rock'n roll, daqueles que levanta a platéia, tal o tesão que eles tocam. Dá pra lembrar um pouquinho da fase mais pesada do AC/DC, com aquela mistura de blues com um rock mais pesado. E o mais improvável é que eles vieram de um País que não tem nenhuma tradição (pelo menos que eu saiba) no rock, a Nova Zelândia. Ademais, uma banda que tem uma música chamada "Motherfucker from hell" não pode ser ruim, certo?

GREEN DAY - Dookie Uma das piores coisas que já surgiram no rock foi o tal do emocore, mais conhecido como emo. Bandinhas punk com aquelas letras que falam de amor, sentimentos e tal. Uma merda. Basta lembrar que aqui no Brasil existe o CPM 22. Não preciso falar mais nada. A grande vantagem do Green Day é que eles não se levam a sério em nenhum momento do disco, e não ficam com essa hipocrisia de letras bonitinhas para músicas punk. catarse de ação non-stop, com 3 cenas que, para mim, são antológicas (a pancadaria com os 100 agentes Smith, a ESPETACULAR perseguição na Highway e a luta com os capangas de Merovingian, aonde Neo briga pela primeira vez com armas), Revolutions vai pela contramão, se preocupando em tapar os (grandes) buracos que o filme a Falam de sexo, travestis, sacanagens e tal. Não é isso que é o rock? É muito tênue a linha que separa uma banda ativista, com um discurso coerente, com aquela banda mala, chata, arroz-de-festa. Quem consegue fugir disso (se fizer boa música), certamente vai ser uma excelente banda. Mas como com o Green Day é bagunça mesmo, coloque o disco bem alto e saia batendo a cabeça.
Escrito por às 12h35
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