VITROLA VIRTUAL


DISCOS NOVOS
Novidades na prateleira mais cool de Brasília



SYSTEM OF A DOWN - System of a Down
Agora ferrou.
Fui escutar o primeiro disco deles e agora estou viciado no som. Não tem
muito o que falar, apenas que o excelente "Toxycity", já citado no blog
é filho legítimo desse primeiro disco dos barulhentos Armênios. Pelos
nomes das músicas, todos curtos e, ao mesmo tempo, incendiários,
percebemos que a intenção deles é perturbar, e municiar o seu público
de motivos para contestar o american way of life. A letra de "War?"
resume tudo: "...Was it the riches, of the land, Powers of bright
darkness, That lead the noble, to the East, To fight the heathens..."
Perfeito Para: Escutar antes de jogar uma pedra no totem do McDonald's



MORRISEY - Singles 1988-1991
O que dizer do cara que foi simplesmente a cabeça pensante do maravilhoso
The Smiths? Nada, exceto que é uma pena que um grupo tão bom tenha
ficado tão pouco tempo junto.
Se vc é daqueles grandes fãs, não perca a oportunidade de conhecer a
obra solo de Morrisey, mais ou menos uma continuação de seu antigo grupo,
sem a inigualável guitarra de Johnny Marr.
Repetindo: O que dizer de um cara que foi eleito na Inglaterra como o
ser mais maravilhoso do mundo? Tá achando que é sacanagem minha?? O
pior é que é verdade.
Bem, não tem nada de ruim no disco. Sem falar no nome das músicas:
"Sweet and Tender Hooligan", "Journalists Who Lie" e "Last of the Famous
International Playboys". Não tem como ser ruim, certo?
Perfeito Para: Se sentir um perfeito English Man e olhar o mundo com um
ar blasé, cheio de afetação e humor. Sem esquecer do chá, off course...




 Escrito por às 18h15
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QUAL DOS DOIS?

OU

Audioslave ou Rage Against the Machine?
Antes do veredicto final vale uma reflexão sobre essas duas bandas.
Já foi falado, inclusive neste blog, sobre aquelas bandas malas que se
utilizam da música para pregações políticas, com letras iradas atirando
contra tudo e todos. Infelizmente nem sempre a qualidade acompanha
o discurso panfletário, diga-se de passagem extremamente válido, afinal
as letras de uma música são um dos instrumentos mais fortes para a
propagação de idéias e influência das massas.
O que dizer então de bandas que conseguem unir essas duas coisas? Uma
excelente qualidade musical e letras politizadas, e ainda não se tornar
uma banda chata e inconveniente?
Podemos citar várias, desde System of a Down, até Manic Street
Preachers, e nessa leva com certeza estaria o Rage Against the Machine.
Capitaneada pelo guitar-hero Tom Morello, frequentador assíduo de listas
dos melhores guitarristas da atualidade ele consegue aliar extrema
técnica à grande utilização de efeitos, imitando sons de sirene, gaita,
sem falar nos inesquecíveis riffs de músicas como "Guerilla Radio" e
"Bulls on Parade".
Pois é...a massa sonora do Rage precisaria de um vocalista que fosse
carismático bastante para não ser engolido pelo instrumental, e ele era
Zake de la Rocha, a pessoa por trás das letras incendiárias da banda.
Egos à parte a banda se desfez após o lançamento de um dos melhores
discos de cover que já foram lançados. Duvida? Escute a versão deles
para "Renegades of Funk" do funk-soul-brother Afrika Bambaataa e depois
me fale.
Surge o Audioslave, que é nada menos do que o Rage sem o Zake de la
Rocha, com Chris Cornell (ex-Soundgarden) nos vocais. E a banda que era
incontrolável no palco passa a ser uma banda com uma cara completamente
diferente do Rage, no que diz respeito às letras e o caminho a ser
seguido.
Uma sonoridade meio anos 70 camuflada pelo instrumental ora rap-metal,
ora hard-rock do Audioslave, com um sensacional vocalista, que
efetivamente permitiu aos remanescentes do Rage a explorarem novos
conceitos de sua música. Surgem até baladas, algo inimaginável
até então.
A parte política ficou completamente esquecida? Claro que não, é só ler
a letra de "Cochise", o primeiro single da banda e, coincidentemente
a música que mais lembra as performances arrasadoras do Rage.
Qual o veredicto?
Compre os dois, tenha tudo do Rage Against the Machine, afinal
dificilmente vcs verão alguma banda tão poderosa, e compre tudo o que
sair do Audioslave, de um certo modo uma evolução na música dos
legionários.

 Escrito por às 17h12
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DVD'S DO FINAL DE SEMANA
Foi um final de semana proveitoso...uma maldição foi quebrada



Como se não bastasse assistir ao filme postado anteriormente, emendei com uma sessão em dvd do novo filme da loira Reese Whiterspoon, Legalmente Loira 2. Aqui vai novamente a dica: Se vc mora em Brasília e ainda não se associou à CINEDVDONLINE, tá marcando bobeira. Eles tem um monte de filmes região 1 em dvd e ainda entregam em casa. É só entrar no site.

Bem, de cara posso dizer que não gostei muito do filme não. É aquela mesma baboseira de sempre. Advogada Loira e ingênua (burra??) resolve agora lutar pelo direito dos animais, que são utilizados como cobaias para empresas de cosméticos. Ela acaba indo para Washington, trabalhar como assessora de uma Senadora (Sally Field ). A única coisa que eu acabei gostando no filme foi da maneira como os próprios americanos gostam de se sacanear, afinal se é tão fácil assim para uma advogada meio burrinha conseguir revolucionar as leis de lá, então eles são uns débeis-mentais.
Aliás ficou bem claro isso no filme, eles realmente são e fazem papel de completos idiotas. Depois nosso congresso é que é cheio de figuraças...

Logo no outro dia de manhã (sábado), resolvi acabar com uma maldição que me perseguia. Eu nunca conseguia assistir a Hulk.
Não sei pq, mas não consegui ver no cinema, peguei uma vez em dvd, e não consegui assistir, mas dessa vez eu tomei todos os cuidados e finalmente quebrei a maldição do Incrível Hulk (viu Dra. Anna Queiroz??).
Não me arrependi, pois o filme é bom demais. Fiquei até em dúvida se essa foi a melhor adaptação de um super-herói para as telonas, ultrapassando até X-Men.
O negócio é que não é um filme de ação propriamente dito, e sim um filme dramático (???). Isso mesmo, ele é muito mais do que apenas um filme aonde o personagem principal não existe, é todo digital (muitíssimo bem feito por sinal, quase tão bom quanto o imbatível Gollum de "O Senhor dos Anéis"), ele aborda questões que vão desde traumas de infância até a relação de Pai/Filho, neste caso uma relação de criador/criatura, ainda que de uma maneira inconsciente.
Deu para entender a razão do filme ter fracassado nos EUA, afinal um País de pessoas imbecis realmente não poderia entender a visão muito mais abrangente de Ang Lee, para um anti-herói, que remete aos seus problemáticos relacionamentos e ao seu amor impossível, materializado na pessoa de Jennifer Connely (yeah, baby...), a atriz mais bonita de Hollywood.
Filmaço.

Para terminar, no domingão, de concurso da câmara, cidade vazia, meio ensolarada, assisti a um road-movie chamado "Interstate 60", aonde James Marsden (O Ciclope de X-Men, aqui o ator principal) é um pintor atormentado entre ser um advogado igual ao Pai ou seguir sua vocação.
Para isso entra em cena um "realizador de desejos", chamado O. W. Grant (Gary Oldman, menos esquisito do que costume) que é uma lenda, tipo um Papai Noel, mas essencialmente Americano, que fuma um cachimbo esquisito e realiza um desejo apenas por pessoa. O. W. Grant = One Wish Grant...sentiu?
Após seu aniversário, Marsden assopra as velas e pede uma resposta para sua vida...
Para isso, Grant concede para ele o desejo, em forma de uma bola de sinuca que, aparentemente tem todas as respostas, mas para desvendar o mistério ele tem que entregar um pacote em uma cidade, indo pela tal Interstate 60.
Claro que o filme vai acabar sendo uma metáfora da vida, escolhas, realizações e tal, mas deixe de lado essa parte meio filosofia de botequim e encare o filme como uma leve diversão.
Legais são as pequenas participações especiais de Michael J. Fox, Kurt Russel, Ann-Margret e Amy Jo Johnson (ela era a Pink Power Ranger...eheheh).
Só não dá para entender como um cara que pinta tão mal quer ser artista...eu hein...


 Escrito por às 17h50
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FILMES DO FINAL DE SEMANA



O JURI - Gary Fleder

Eu adoro filmes de tribunal.
Não sei se é pq eu não sou advogado, e adoro esses roteiros que representam de uma maneira bem clara o papel do bem contra o mal, se materializando em advogados de defesa e acusação, ou se é pq os filmes são bons mesmo. Nem vou ficar lembrando aqui os vários filmes que se passam em um tribunal, pq a lista ficaria grande.
Bem, pra começar, o stress.
Antes do início do filme, propriamente dito, fiquei batendo papo com amigos, durante a exibição dos trailers (todo o cinema conversava). Não é que uma estressada ao meu lado além de nos mandar calar a boca com um sonoro SHHHHHHHHHHHIIIIII!!!!!, me disse com as seguintes palavras:

- Vocês são piores do que adolescentes, isso já é o filme!!!!!!
- Pode deixar que na hora que começar o filme eu vou calar a boca - retruquei, já meio puto
- Isso já é o filme!!! - ela continuou

Eu, já bem puto, pois não existe NINGUÉM mais civilizado do que eu dentro de um cinema, fiquei, de propósito, falando bem alto comentando os trailers. Obviamente eu iria ficar quieto no filme, mas tinha que encher o saco dela um pouco.
Logo em seguida ela saiu e foi para a primeira fileira assistir o filme.
Eu, sinceramente, espero que ela esteja tomando dorflex até agora por causa da dor de pescoço...eheheheh....

O filme começou então, e...bem, o roteiro é adaptado de um romance do John Grisham, que eu gosto muito (não sou advogado, lembrem-se...). A única mudança foi que ao invés da briga ser contra uma empresa de tabaco (livro), ela foi contra uma empresa que fabricava armas.
Uma viúva entra na justiça contra a empresa, alegando que ela era cúmplice da morte de seu marido, pois o louco que o matou (entrou atirando no escritório matando um monte de gente) estava carregando a arma da tal empresa.
O foco do filme não fica em cima da questão do porte de armas, mas sim na possibilidade da compra do veredicto pelos advogados, feitos por Dustin Hoffman e o Senador Kelly de X-Men, Bruce Davison.
Os "negociadores" são uma mulher misteriosa (Rachel Weisz) e um membro do júri, com capacidade para influenciar todos os outros jurados (John Cusack, sempre excelente).
Mas o filme inteiro pertence a Gene Hackman, como o responsável em levantar a vida de todos os jurados, pressioná-los a votar a favor da empresa, custe o que custar. O mais interessante é que, pelo menos nesse filme, não existem pessoas inteiramente inocentes, afinal todos estão interessados em ganhar, logicamente. Uns pelo prestígio pessoal e ego (Dustin Hoffman) e outros pq simplesmente não perdem nunca, como Gene Hackman, a perfeita encarnação do mal.
O gozado é que nada é como parece ser, e o final, logicamente, descamba para uma incrível surpresa, normal em se tratando de filme de tribunais e advogados.
Normalmente eu acho o papel dos vilões muito mais interessantes nos filmes, e Gene Hackman parece se divertir tanto no papel de uma pessoa sem nenhum escrúpulo que a platéia não sente vergonha em torcer contra mesmo.
Vale muito a pena assistir, mesmo se alguns de vcs forem advogados...

Será que a estressadinha gostou do filme??
8/10


 Escrito por às 15h56
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