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PÉROLAS PERDIDAS Cds que provavelmente estão tomando poeira nas lojas

ELECTRONIC
A proposta era perfeita para abalar as estruturas da música então, mas por motivos que ainda não entendi, esse hiper-grupo não fez o sucesso esperado. A fórmula era perfeita, vejamos:
O ano era 1991, e o ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr e o guitarrista do New Order, resolvem se juntar em um projeto mezzo eletrônico, mezzo rock, chamado Electronic. Não bastasse o fato deles terem feito parte de duas das bandas Britânicas mais importantes de todos os tempos, os Smiths e o New Order (que continua, fazendo boa música até hoje), a possibilidade de dois gênios da música se juntarem e despejarem novos clássicos aumentava exponencialmente.
A mistura eletrônica/rock que lançou o New Order ao estrelato mundial norteou o grupo, tanto que, em uma comparação entre as duas bandas, o resultado é muito mais New Order do que Smiths. A voz meio desafinada de Bernard Summer podia enganar os mais desatentos, que poderiam imaginar que estavam escutando alguma música nova de sua banda.
O Electronic lançou 3 discos até hoje, e o curioso é que eles aparecem de 5 em 5 anos, o que nos faz imaginar que o próximo lançamento será em 2006, já que o último disco deles, "Twisted Tenderness" é de 2001.
O primeiro, "Electronic", de maio de 1991, tinha como convidados especiais os Pet Shop Boys Neil Tennant e Chris Lowe. nâo é exagero chamar esse disco de uma pequena obra-prima da música eletrônica, com os conhecidos elementos que fizeram o New Order conquistar uma grande legião de fãs. As músicas "Getting Away With It", que fez um grande sucesso no Brasil, e "The Patiente of a Saint" traziam Neil Tennant nos vocais, me fazendo lembrar dos bons momentos do Pet Shop Boys nos anos 80. Qualé? Vem dizer que vocês nunca dançaram ao som de "Domino Dancing" ou "West End Girls"?? Sei...
O segundo lançamento foi o álbum "Raise the Pressure", 5 anos depois, em julho de 1996, e que, curiosamente, foi o primeiro disco deles que eu comprei, pois na época a edição nacional ainda era encontrada nas lojas. A diferença básica é que as guitarras agora se faziam mais presentes como de cara escutamos na primeira faixa, "Forbidden City". O produtor desse disco foi o mestre da música eletrônica Karl Bastos, frontman da banda que influenciou todos os grupos que se dizem eletrônicos, o Kraftwerk. Ele praticamente moldou o som da banda, tocando teclados, introduzindo alguns barulhinhos típicos de sua banda, hoje ex-banda, como o vocoder (aquela voz metálica de robô) e teclados que não fariam feio em nenhum dos lançamentos do Kraftwerk. É só notar na belíssima "If You've got Love" a grande influência de Bastos. Techno chique, sucesso garantido nas melhores pistas de dança do mundo.
Eu ainda não comprei o terceiro disco deles, mesmo pq não foi lançado no Brasil, ao contrário dos dois primeiros que, como eu disse no início, ficaram tomando poeira nas prateleiras das lojas. Hoje é praticamente impossível encontrar a edição nacional de qualquer um deles, mas como o blog está preocupado com os seus ouvidos, aqui vai uma dica. Nas Lojas Americanas o primeiro disco, "Electronic", estava sendo vendido por 29,90, importado. Vai esperar até 2006 para eles lançarem algo novo ou vai correr atrás?
Escrito por às 18h54
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CD'S NOVOS Quer ouvir música boa?

MUSE - Showbizz ANtes de postar algo sobre esse grupo, eu procurei algumas informações na internet, pois não estava afim de que me falassem depois que eu estaria plagiando alguém. Na verdade não teve jeito, afinal todos pensam a mesma coisa que eu: Este é o disco que o Radiohead deveria ter lançado após The Bends, seu melhor disco. Está tudo lá, a equação perfeita, calmaria, barulho, calmaria, despejando todo o lirismo da banda em poderosos riffs entrecortados pela voz, às vezes por demais histérica, às vezes tristonha, mas sempre marcante. Carregando bastante no falsete ele é praticamente um clone de Thom Yorke, do Radiohead, igualzinho. Perdido em algum lugar entre The Bends e Ok Computer, esse disco vem salvar a vida dos fãs perdidos do Radiohead após o estouro mundial, aonde eles resolveram praticar o anti-pop. O Muse poderia ser apenas uma banda que se parece com o Radiohead, taxada de oportunista, mas, incrivelmente, eles conseguem inserir personalidade em um terreno extremamente perigoso. Perfeito Para: Enganar seus amigos fãs de Radiohead.

KILLING JOKE - Killing Joke Tenho que confessar minha ignorância em relação à banda de Jaz Coleman, afinal pouco escutei ela durante os anos 80, aonde eles fizeram mais sucesso. Fui capturado pela potência da música deles pela...errr...MTV...É meio envergonhante falar isso, afinal quase nada presta naquela rede, tirando a Didi. Mas se eu continuar a redescobrir essas bandas, já vale a pena. Eles trouxeram Dave Grohl, o globetrotter do rock, o cara mais legal hoje em dia, que incrivelmente consegue imprimir seu estilo na bateria nas bandas que ele toca como convidado. Minimalismo, potência, sem frescuras. E é isso que o som do Killing Joke nos apresenta, um som meio tribal, na música "The Death & Reurrection Show", na engajada "Total Invasion" e na poderosa "Loose Cannon". Rock a serviço do protesto contra corporações mundiais e governos corruptos. Pode ser meio old-fashioned, mas os caras colocam muita bandinha que se diz rock-engajada no bolso. Perfeito Para: Escutar durante um protesto contra a Alca.
Escrito por às 19h22
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DVD'S DO FINAL DE SEMANA Filmes estranhos com gente esquisita...

VISITOR Q - Takashi Miike Se no seu outro filme, Audition, Miike, o japonês doidão, abordava o amor de uma forma completamente doentia, com direito a mutilação e torturas variadas, nesse Visitor Q ele se superou. Não existe uma história propriamente dita, e sim uma crítica ácida aos Reality Shows que invadiram a televisão mundial, e transformam a vida de uma família aonde incesto, necrofilia e filho espancando a mãe gratuitamente são coisas normais. Os personagens vivem em um estado de letargia que chega a irritar, principalmente o Pai, que tenta de qualquer maneira vender para uma TV seu Reality Show, nem que para isso ele tenha que filmar seu próprio filho batendo na sua Esposa ou sendo espancado pelos seus colegas de escola. A coisa chega a um nível tão absurdo que a executiva da TV, morta gratuitamente por ele, se torna objeto de desejo sexual, em uma cena tão esquisita quanto repulsiva. O filme é ultrajante, e sem sentido. Não existe uma linha narrativa, ou um fio condutor que se possa chamar de roteiro, apenas pedaços da vida dessa família, destroçada pela apatia e pelas drogas. Pois é...até isso tem. Se vc tem estômago para aguentar, pode ser uma experiência no mínimo, diferente. 5/10

THE DANCER UPSTAIRS - John Malkovich Uma pérola perdida na locadora, é o mínimo que eu posso dizer desse belíssimo filme, do ator e, agora Diretor, John Malkovich. Javier Bardem, faz brilhantemente o papel do investigador de polícia Agostin Rejas, designado para encontrar o perigoso terrorista conhecido como Ezequiel, que se levanta contra o governo de um País não-especificado da América do Sul. Seus atos são cuidadosamente planejados e executados, visando desestabilizar o governo e lançar a opinião pública a seu favor, no início de uma revolução. Ao mesmo tempo Rojas acaba por se apaixonar pela professora de ballet de sua filha, a belíssima Laura Morante, que pode, ou não, guardar alguns segredos. Malkovich consegue fugir da armadilha do filme engajado, maleta, para contar uma história de um amor impossível, valorizado pela sensacional atuação de seus atores principais. A trilha sonora, com músicas de Nina Simone, é de fazer chorar o mais machão dos machões, com músicas tão belas quanto tristes. Quer saber? Chame sua namorada, pegue esse dvd e faça um filme danado com ela. Vai que ela acha que vc é sensível... 9/10
Escrito por às 19h17
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