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CDS NOVOS
SOLO PROJECTS
o que é legal de projetos-solo de artistas, que às vezes ficam engessados pela estrutura já montada do grupo, são as experimentações, a visualização de suas preferências musicais e influências, e, antes de tudo, a confirmação (ou não) de seu talento
CHRIS ROBINSON - NEW EARTH MUD

O amor. Ahhhh...o amor... Antes de analisarmos a declaração de amor do ex-vocalista do Black Crowes para sua esposa (a eterna groupie de Quase Famosos, Kate Hudson), vamos ver qual era a situação da banda na época. O Black Crowes é uma das bandas favoritas desse blog também, e vai merecer em breve um combo, com todos os discos comentados. Eles sempre tiveram influências de bandas dos anos 60 e 70, o que refletia em sua sonoridade, exemplos de Rolling Stones e Faces, as mais óbvias. O disco só vem confirmar que o som dos Crowes nada mais era do que um reflexo de Chris Robinson e seu irmão, praticamente os donos da banda. Enquanto que as músicas "Safe in the Arms of Love", "Coul You Really Love Me" e "Sunday Sound" são o mais puro Black Crowes, com seus pianinhos espertos, refrães marcantes, com a incrível voz de Robinson, as músicas "Silver Car" e "Untancle My Mind" são de derreter o coração do mais machão dos machões. O homem estava mesmo apaixonado. O que se confirma na belíssima balada "Katie Dear", feita especialmente para sua esposa. Voz e violão, uma guitarra ali, um órgão acolá e a homenagem está completa. "Querida Katie/não tema/tudo vai ficar bem/ seu lugar é aqui..." A surpresa completa fica por conta de "Ride", um funk que não faria feio em nenhum dos filmes da estética Blackexploilation (é assim mesmo?). Até as letra lembra as questões de igualdade, falando de "confusion is no union", ou "People get ready to ride". Na faixa "Better than the Sun", Dean de Leo dos Stone Temple Pilots (outra das bandas favoritas do blog) co-escreve a letra da música. O saldo final é de tristeza. Tristeza de saber que uma das bandas mais sérias e mais dedicadas a fazer um bom rock'n roll provavelmente não vai mais tocar junta. Se Chris Robinson continuar lançando discos assim, uma lacuna será preenchida, portanto vamos torcer para ele continuar apaixonado.
JOSH HOMME - THE DESERT SESSIONS 9 & 10

O caso de Josh Homme já é diferente, afinal sua banda, a sensacional Queens of the Stone Age está em franca ascensão, e o motivo de lançamento de um projeto solo é apenas a diversão. A verdade é que ele se junta com os amigos e vem lançando esses discos que servem até como balão de ensaio para algumas músicas dos novos lançamentos de sua banda principal, como foi o caso de "Monsters in the Parasol" e "Millionaire", lançadas em edições anteriores das Sessões do deserto. Dessa vez a musa indie P.J Harvey foi recrutada para participar de 3 faixas, enquanto que os colaboradores usuais estão lá, como Joey Castillo e Chriss Goss. O stoner rock chapado está lá em "Dead in Love" e "Crawl Home", com vocais de P.J. Harvey. Experimentações malucas como na punk "Covered in Punks Blood" (existe nome de música mais legal que esse?), e na meio pop "Sheperds Pie" fazem do disco um meio legal de tentar entender a mente doentia de Josh Homme, que dá a impressão de estar no rock apenas para se divertir com os amigos, pegar a mulherada, tomar quantidades imensas de drogas e lançar discos espetaculares, diferentes de qualquer coisa que vcs já tenham escutado por aí. Duvida? Músicas com o título de "I´m Here for Your Daughter" e "Subcutaneous Phat" não me deixam mentir. É só pegar a cerveja e colocar o disco. O mais puro rock descompromissado.
RITCHIE'S BLACKMORE RAIMBOW - RISING

Imaginem só a época, 1976. O Deep Purple tinha acabado de lançar dois discos fundamentais para qualquer amante de rock, "Stormbringer" e "Burn", e o guitarrista solo da banda, Ritchie Blackmore vem com seu projeto solo, que contava com ninguém menos do que o super-batera Cozy Powell e o vocalista-anão Ronnie James Dio. É ou não para chorar de alegria? Blackmore sempre foi considerado um gênio da guitarra, por seu virtuosismo, que não encontrava muito espaço dentro do Deep Purple, conhecido por seu som monolítico, pesadão. No Rainbow ele pôde liberar (uia!) todos seus solos gigantescos, influenciados por músicos clássicos como Wagner, e criar gigantescas jam sessions nos shows da banda. Ainda que o ranço progressivo possa impregnar um pouquinho faixas como "Tarot Woman" e "Run With the Wolf", a sensacional "Do You Close Your Eyes", com seu riff prevendo os anos 80 é capaz de levantar uma multidão nos estádios, e as viagens de 8 minutos de "Stargazer" e "A Light in the Black" nos fazem querer voltar no tempo para vivenciarmos uma época que discos clássicos eram lançados todos os meses, todos os anos...sempre. Apenas uma banda solo seria capaz de suportar o ego gigantesco de Blackmore, somente suplantado pela sua genialidade na guitarra, capaz de fazer parte de bandas tão fundamentais quanto o Deep Purle e o Rainbow.
Escrito por às 11h38
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OS DISCOS QUE SALVARAM A MINHA VIDA Para contrabalançar a quantidade de discos ruins citadas no post anterior, agora vou colocar aqueles discos que, sem ordem de datas ou preferância, de uma forma ou de outra, contribuiram para reconfortar a minha alma, ou alimentar a minha fé, mais uma vez, na música. Ou, no pior dos casos, me tirar do lamaçal em que me encontrava.

RUSH - MOVING PICTURES
Minha introdução ao rock foi meio casual, mais ou menos no ano de 1984, aos meus 14 anos de idade. Eu tinha um primo que tinha todos os vinis do Led Zeppelin, Rolling Stones e outras bandas seminais dessa época, mas uma em especial me chamou a atenção, o Rush. O disco era o "Exit, Stage, Left", ao vivo, com a música "Xanadu". A partir daquele momento eu sabia que a minha vida nunca mais seria a mesma. Fui atrás de tudo do Rush, e gravei uma fita do disco "Moving Pictures", clássico do Rock'n Roll, meio progressivo, meio hard-rock. Desde o início avassalador com "Tom Sawyer", a música mais famosa do Rush, com seu estilo progressivo-espacial, passando pela instrumental "Yyz", aonde todas pessoas deveriam escutar e entender porquê é tão importante um músico efetivamente saber tocar seu instrumento, até a bela "Limelight", com um dos mais perfeitos riffs de guitarras já executados até hoje, esse disco consegue me emocionar até hoje quando o escuto. Daqui a 10, 20 anos as pessoas ainda vão escutar esse disco e descobrir que poucas bandas conseguiram soar tão coesas em um disco sem data de validade, aonde o maior baterista de todos os tempos (Neil Peart), um guitarrista virtuoso (Alex Lifeson) e o multi-homem Geddy Lee mostraram a possibilidade de exploração máxima de seus instrumentos, coisa nunca mais conseguida pela banda.
This". Ninguém notou, mas a própria Johansson se encarrega de "apresentar" Bill Murray para esta canção, o que, implicitamente, pode indicar que os dois já estavam vendo as coisas de maneira diferente.
"Mais do que isso/vc sabe que não existe nada/mais do que isso/foi legal por um tempo/não existe como saber/como um sonho de noite/quem pode dizer aonde estamos indo..."
Pronto. A confusão estava armada na cabeça dos dois. Entregar à paixão e se libertar das amarras, ou continuar a vida miserável e solitária? O filme entrega um dos finais mais bacanas, sensíveis e tristes dos últimos tempos. Uma cena capital é o fax do marido de Johansson chegando, aonde se vê que ele realmente a ama, e que se importa com ela.
"Listen to the girl As she takes on half the world Moving up and so alive In her honey dripping beehive Beehive It's good, so good, it's so good So good
Walking back to you Is the hardest thing that I can do That I can do for you For you"
Não bastasse o fato de colocar uma das músicas mais lindas dos anos 80, interpretada pelos irmãos Reid, podemos claramente enxergar na letra da música a ironia de uma paixão platônica e impossível. Não traduzi, pois não vou conseguir colocar em Português toda a sensibilidade que a letra traz.
Assim como o título do filme. Despreze o que os tradutores colocaram. O original é muito melhor.
Can You Dig It?
Escrito por às 13h11
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