DISCOS DO CARRO
OS INCRÍVEIS ANOS 80
Se algum de vocês já é um respeitável balzaquiano, assim como eu, provavelmente já dançou muito ao som de bandas que faziam um tecnopop sem-vergonha, com penteados ridículos (alguém aí falou A Flock of Seagulls??) e que hoje são ridicularizadas na maioria das vezes. Ou então se vestiu de dark, com uma atitude no mínimo estranha, convivendo entre os seres que habitam a noite. De qualquer forma, vão dois exemplos de bandas dessa época, e que ilustram mais ou menos o que eu estou falanco.
THE DAMNED - PHANTASMAGORIA

O Damned foi uma das principais bandas punk Britânicas, mas na época do lançamento desse disco o que se percebe são tintas do tal pós-punk, afinal esses eram os anos 80. Eu costumava comprar discos pela capa, na época do vinil, prática que se tornou impossívnada disso seria possível sem John Cale, o gênio por trás do piano, do violino elétrico e da guitarra base. Fica claro que atrás do blues de "Run Run Run", da incrivelmente pop "There She Goes Again" e de todas as faixas, um disco indispensável, que não encontrou o devido sucesso comercial na época,el, visto que o preço dos cds está pela hora da morte, principalmente os importados. Mas vejo esse disco na loja, com essa capa belíssima e assustadora ao mesmo tempo e não penso duas vezes. Compro o tal disco de fantasmas. Posso dizer que nunca me arrependi, afinal desde o poderoso início com "Street of Dreams" e sua batida tribal, com um misterioso sax dando o tom do título do disco fizeram com que eu me interessasse cada vez mais por este movimento musical, tão em voga na época. Os dedilhados de guitarra, tão comuns às bandas de pós-punk, aliados a um certo minimalismo punk, uns tecladinhos, fazem as músicas soarem quase pop, como em "There'll Come a Day", "Grimly Hendish" e na famosíssima "Is It a Dream", que chegou a fazer sucesso no Brasil. O resultado final é bem satisfatório, e acabamos sacando que é um disco conceitual, todo em torno da terceira música, "Sanctum Sanctorum", e seu ambiente, errr...fantasmagórico. Só não entendo pq insistir nessa estética de terror, sendo que o significado do tal "Sanctum Sanctorum" nada tem de assustador, muito ao contrário. Não entenderam??? Vá ler a Bíblia rapá... Pra quem gosta de: The Cult, fase "Love" e The Mission.
FRANKIE GOES TO HOLLYWOOD - MAXIMUM JOY

Vocês podem estar se perguntando: O que duas bandas tão diferentes entre si estão fazendo aqui?? Resposta: Vocês lembram o que eram os anos 80?? Trevor Horn, um dos caras com toque de Midas, que lançou a banda lesbo-fake Tatu e o novo (ótimo) disco do Belle & Sebastian, criou o Frankie Goes to Hollywood, uma banda meio gay, mas dona de hits deliciosos que bombaram nas pistas de dança da época. Esse disco nada mais é do que uma compilação de todos os sucessos da banda, mais o lado 2 cheio de dispensáveis remixes. Quem não se lembra da sensacional "Relax", uma ode ao sexo, com letra tão pornográfica que hoje seria banida dos Eua, com seu moralismo. O fantástico clipe de "Two Tribes", aonde os Presidentes dos EUA e da (na época) União Soviética se engalfinhavam em uma luta livre. Era muito engraçado. Sem falar na classuda "Ferry Across the Mersey" e na apoteótica "Welcome to the Pleasure Dome". Dispensáveis são as versões para "San Jose" de Burt Bacharah e da intocável "Born to Run", de Bruce Springsteen. No segundo disco, eles quiseram mudar um pouco o som da banda, com mais guitarras e menos tecnopop, e já não ficou tão legal. O estilo Eurotrash era muito mais divertido. Ou seja, escute e... "Relax don't do it When you want to go to it Relax don't do it When you want to caziam um tecnopop sem-vergonha, com penteados ridículos (alguém aí falou A Flock of Seagulls??) e que hoje são ridicularizadas na maioria das vezes. Ou então se vestiu de dark, com uma atitude no mínimo estranha, convivendo entre os seres que habitam a noite. De qualquer forma, vão dois exemplos de bandas dessa época, e que ilustram mais ou menos o que eu estou falanco.
THE DAMNED - PHANTASMAGORIA

O Damned foi uma das principais bandas punk Britânicas, mas na época do lançamento desse disco o que se percebe são tintas do tal pós-punk, afinal esses eram os anos 80. Eu costumava comprar discos pela capa, na época do vinil, prática que se tornou impossívnada disso seria possível sem John Cale, o gênio por trás do piano, do violino elétrico e da guitarra base. Fica claro que atrás do blues de "Run Run Run", da incrivelmente pop "There She Goes Again" e de todas as faixas, um disco indispensável, que não encontrou o devido sucesso comercial na época,ooooome..." Para quem gosta de: Thompson Twins e Human League
Escrito por às 18h26
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