 |
THE POLICE - MESSAGE IN A BLOG
Não adianta ficar tentando falar da importância do The Police na história do rock, ou falar de toda a carreira, das brigas, curiosidades, enfim. Eu gastaria a noite inteira digitando e ninguém iria ler, pois o post ficaria muito grande. Gostaria que vocês soubessem da importância que o Police e suas músicas tiveram sobre a minha vida.
MESSAGE IN A BOX - The Complete Recordings - THE POLICE

O ano deveria ser mais ou menos 1982, e todo ano os lançamento de discos patrocinados por fábricas de cigarro eram lançados. Os famigerados "Disco 78", "Disco 79" e por aí vai. Não me lembro muito bem, mas provavelmente no tal "Disco 82", ao lado de bandas menos cotadas como Toto (Africa...) e Asia (Only Time Will Tell...) o The Police surgia na minha vida com a música "Every Little Thing She Does is Magic", uma perfeita canção pop que até hoje faz arrepiar os pelos do meu braço com aquele início aonde um violoncelo se funde com a guitarra de Andy Summers, seguindo as batidas precisas de Stewart Copeland na bateria. Não era rock, não era ska, não era pop, não era reggae. E era tudo isso ao mesmo tempo. Deu para entender?
Acredito que definir o som do The Police como uma banda de punk, que descobriu o reggae, o ska e o dancehall, refinou as influências, jogou tudo em um liquidificador pop chegaria perto do que podemos chamar de rótulo, por mais limitador que isso seja.
Essa espetacular caixa traz simplesmente todas as gravações feitas pela b Com Synchronicity veio a conquista mundial. Um disco maravilhoso, influenciado pelo Alemão Carl Jung e sua teoria de sincronicidade. O mundo pop nunca mais seria o mesmo. Para encurtar a história basta dizer que uma das três melhores músicas dos anos 80 está aqui, "Every Breath You Take". A outra é "She Drives Me Crazy", do Fine Young Cannibals. Falta uma mas ela varia conforme o meu humor muda. Estruturas bem mais elaboradas (Synchronicity 1 e 2), hits instantâneos (King of Pain e Wrapped Around Your Finger) e experimentações (Mother) fazem desse disco o melhor da carreira da banda. Disparado. E um dos melhores de todos os tempos da música pop.
A banda simplesmente acabou depois disso, sem discussões, nem vexames em público. Esporadicamente voltam a tocar juntos (como no casamento de Sting), mas nada concreto. Vivem dizendo que querem voltar e tal, mas nada até agora. O lançamento de uma nova versão de "Don't Stand So Close to Me" veio confirmar o rumor de que eles não se aguentavam mais, principalmente Copeland e Sting, mas a verdade é que Copeland teve um sério acidente de cavalo e não estava no melhor de suas condições. Eu devo ser uma das únicas pessoas no mundo que acha que essa "nova" versão é tão boa quanto a antiga. Continuo achando.
A caixa possui ainda uma grande quantidade de músicas nunca lançadas em discos, músicas do filme "Brimstone & Treacle", com o próprio Sting, e várias versões inesquecíveis de apresentações ao vivo. Mas se fossem só as músicas dos discos lançados já seria um item imperdível.
Talvez seja melhor que eles nunca voltem. A aura de banda mítica, que não lançou absolutamente nenhum disco ruim e conseguiu emplacar uma quantidade obscena de músicas nos primeiros lugares das paradas, deve permanecer.
Isso não é para qualquer um. Qualquer coisa, chamem a polícia.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Uma coluna de Arthur Dapieve no jornal O Globo colocou uma questão interessante, que eu gostaria de discutir com vcs. Ele disse que toda nossa cultura musical se resume a 5 grandes colunas, divididas da seguinte maneira: - Bandas/Artistas que não gostamos de jeito nenhum - Bandas /Artistas que não gostamos, mas reconhecemos que possuem um valor, quer seja histórico, musical, whatever. - Bandas/Artistas que gostamos e possuem esse valor e são reconhecidas. - Bandas/Artistas que gostamos e não possuem nada de bom, são execradas, mas mesmo assim gostamos. - Bandas/Artistas que estão acima do bem e do mal.
Primeiramente as bandas que eu não consigo gostar e que reconheço que são importantes. - Bob Dylan - Pink Floyd - Rolling Stones - Mutantes - Bob Marley
E vcs? No mínimo 3 e no máximo 5.
Escrito por às 22h26
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
COMBO QUEENS OF THE STONE AGE
Não é segredo para ninguém que o QOTSA é uma das minhas bandas favoritas, e, mais do que nunca merecedores de uma homenagem desse blog, já que os rumores são que a banda pode estar perto do seu fim. Uma pena, já que as bandas que mais me emocionaram nos últimos tempos acabaram também, como é o caso do Rage Against the Machine, o Black Crowes, o Stone Temple Pilots e agora o Queens. Prometo que vou começar a achar o Linkin Park a melhor banda do mundo.
Queens of the Stone Age - Queens of the Stone Age
Queens of the Stone Age - R
Queens of the Stone Age - Songs for the Deaf

O que é o tal rótulo de Stoner Rock? Rock meio chapadão, com um pé nos anos 70, muito pedal fuzz, filhotes de Black Sabbath? Tudo isso poderia ser verdade, já que o QOTSA se encaixa em todas as alternativas acima, e com um plus, o guitarrista Josh Homme, o chefão da banda. Ela surgiu na California após o fim de uma das bandas underground mais famosas e comentadas de todos os tempos, o Kyuss (que vai merecer logo resenhas aqui no blog), que iniciou essa moda stoner, moldada nos escaldantes desertos Californianos.
O primeiro disco já mostrava qual seria a cara da banda, totalmente junkie (a foto do baixista Nick Olivieri mostra a palavra Cocaine), trazendo de volta ao rock o binômio sexo e drogas, aonde fazer música nada mais é do que uma desculpa para pegar a maior quantidade possível de mulheres e cheirar toda a cocaína produzida pela Colômbia. Veja bem, não faço nenhuma apologia às drogas, muito pelo contrário, mas o interessante era o total desinteresse deles em mostrarem uma cara bem comportada. O ritmo minimalista (ô palavrinha que eu uso...) de "Regular John", com a guitarra cheia de efeitos fuzz logo no início mostra que, ao contrário do Kyuss, Homme estava realmente preocupado em fazer um som palatável, mas sem largar as raízes psicodélicas, que fica evidente na lisérgica "Avon" e na Sabbathiana "Walkin on the Sidewalks". A face mais pesada da banda fica por conta de "How to Handle a Rope" e a pop com "Give the Mule What he Wants". Aliás essa mistura de peso com melodia vai ser uma constante na carreira (opa!) da banda, desfazendo de vez a impressão corrente de que eles só tocavam para proveito próprio. Uma grande banda estava nascendo.
Com o disco "R", detentor de um dos encartes mais legais da história do rock, a busca da perfeição entre peso e melodia encontra seu melhor resultado em canções assumidamente pop como "The Lost Art of Keeping a Secret", "Monster in the Parasol" e "Quick and to the Pointless". O mais gozado era que essa "face pop" mantinha uma cara meio escondida, lá no fundo, aonde as experimentações de Josh Homme, seja com letras descaradamente irônicas, ou em efeitos na guitarra, davam um aspecto diferente às músicas, em um caso musical de Dr. Jekyll and Mr. Hyde. Sem falar na sensacional "Feel Good Hit of the Summer", uma ode às drogas, aonde a letra da música fala somente de substâncias ilegais, junto à uma instrumentação simplesmente irresistível. Tente não ficar cantando depois "Nicotine, Valium, Vycodine, Marijuana, Ectasy and Alcohol...CO-CO-CO-COCAINE" Absolutamente brilhante.
Finalmente em "Songs for the Deaf", o QOTSA atinge seu ápice de criatividade, peso e qualidade, auxiliados por Dave Grohl na bateria e o ex-Screaming Trees Mark Lanegan. Desde o início arrasador de "Millionaire", com sua batida tribal e um dos riffs de guitarra mais legais dos últimos tempos, até a bela melodia de "Go With the Flow", eles lançaram o que seria o melhor disco da banda, assíduo frequentador de listas de melhores do ano. O que é mais legal é a preocupação em fazer um som que realmente pudesse fazer sucesso, mas que não jogasse fora todo o passado experimental e psicodélico do Kyuss. "The Sky is Fallin'" é a maior prova disso, com seu início meio etéreo descambando na pancada pura. Isso sim é rock' roll, feito com culhões, com tesão e personalidade.
Será uma pena mesmo se os boatos se confirmarem, afinal uma banda que preza a diversão, buscando o sucesso, mas sem tirar o olho daquela garota ali da frente com a barriguinha de fora, mereceria um sucesso muito maior do que eles efetivamente conseguiram.
E pensar que eles foram vaiados no Rock in Rio. Pobres Brasileiros.
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Conversa entre amigos.
- E aí, já entrou no meu blog? - Perguntei - Pô, vc só fala de bandas que eu nunca escutei na vida... - Não acredito que vc nunca tenha escutado falar de Velvet Underground. Pelo menos aquela capa da banana vc conhece!! - Tentei - Que nada...conheço o Coldplay, que vc gravou para mim. Escuto até hoje - ele falou - Coldplay é muito bom mesmo. O segundo disco é ainda melhor - A melhor coisa que eu conheci com vc foi o Linkin Park!!! Depois disso eu comecei a escutar rock e conheci o Creed e o Nickelback!!!! - Não acredito...meu Deus...bom pelo menos vc não falou no Evanescence... - O quê??? Vc não gosta de Evanescence????????
Cai o pano...mais uma vez
Escrito por às 21h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|
 |


|
 |