6. "Mesmerize"/"Hipnotize" – System of a Down
Um soco no estômago. A sensação de ser atropelado por um caminhão desgovernado. Isso é o que restou de mim após ter escutado os demolidores discos da banda, que, mais uma vez, assume o posto de principal porta-voz daqueles que são "contra tudo o que está aí". E tome thrash-metal, influências de reggae, soul, hard-rock abastecidos pelo discurso panfletário da banda que não poupa políticos, artistas, a sociedade americana e mundo fake de Hollywood. Vai resolver? Provavelmente não, mas se é para botar a boca no trombone, que seja com boa música.

7. " A Time to Love" – Stevie Wonder
Um grande retorno de um dos mestres da soul music. Com o auxílio luxuoso de gente do naipe de Prince e Paul McCartney, Wonder mostra à nova geração insípida de de cantores R&B como é que se faz um disco de soul emocionante, com aquele aspecto de antigamente, mas sem nunca deixar de encarar o futuro e suas possibilidades. Gênio.

8. "Cold Roses"/"Jacksonville City Nights"/"29" – Ryan Adams
Alguém me corrija, mas não me lembro de nenhum artista que teve a petulância de lançar 3 discos de músicas inéditas no mesmo ano. O que espanta no caso de Ryan Adams é a qualidade indiscutível das canções, algo espantoso para a quantidade de discos. Fica praticamente impossível escolher apenas um, já que Adams, após uma fase mais roqueira, volta para seu passado country, relembra sua antiga banda, Whiskeytown, e consegue emocionar tanto indies quanto roqueiros tradicionais.

9. "You Could Have It So Much Better" – Franz Ferdinand
Praticamente uma continuação do seu (ótimo) disco de estréia, o Franz Ferdinand não se deixou levar pelo hype e se consolida como uma das bandas mais interessantes da geração "amo os anos 80". Aí vale tanto o Roxy Music, quanto Talking Heads na perfeita consolidação do que se convencionou chamar de Art Rock (??). Altíssimo astral.

10. "Lullabies to PAralyze" – Queens of the Stone Age
Josh Homme é o cara. Dificilmente uma banda/artista consegue emendar 4 discos do mesmo nível em sequência, e o QOTSA não conseguiu, o que não tira os méritos desse lançamento que, mesmo sem a força dos discos anteriores, mais uma vez comprova que Homme é uma usina de idéias bacanas, riffs matadores e dono de uma agenda telefônica de causar inveja, afinal além do compadre Mark Lanegan, o monstro sagrado do ZZ Top Billy Gibons participa de uma das faixas mais bacanas do disco, a incendiária "Burn the Witch".
MENÇÕES HONROSAS

1. "Multiply" - Jamie Lidell

2. "Minimum Maximum" - Kraftwerk

3. "Magic Time" - Van Morrison

4. "Z" - My Morning Jacket

5. "Don't Believe the Truth" - Oasis
Escrito por Osorio Coelho às 10h13
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